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CUT cria seu Instituto de Cooperação


19/12/2012 - Isaías Dalle

Foi lançado oficialmente na última terça-feira (18/12/2012) o Instituto de Cooperação da CUT. Entre os objetivos do Instituto, definidos a partir das resoluções do último Congresso Nacional da CUT, das diretrizes do Planejamento Estratégico da Central e da Secretaria de Relações Internacionais, está a promoção e coordenação de projetos em parceria com entidades sindicais de outros países, com atenção especial à América Latina, Caribe e África.

Foto de Daniele Martins - Observatório SocialFoto de Daniele Martins - Observatório SocialArtur Henrique, eleito presidente do Instituto, afirma que as ações da entidade vão se guiar pela difusão e implementação de programas e ações sindicais que defendam um novo modelo de desenvolvimento que priorize a distribuição de renda e a valorização do trabalho – direitos, salários, qualificação –, o protagonismo político da classe trabalhadora, a vocação social dos empreendimentos econômicos e o respeito à questão ambiental.

“Vamos defender esses valores tendo como premissas a liberdade sindical e a consolidação da negociação coletiva e dos acordos coletivos. Serão nossos instrumentos para promover a solidariedade sindical e ampliar a influência dos trabalhadores. Devemos dar nossa contribuição para consolidar as conquistas progressistas registradas nos últimos anos em nosso continente e para expandi-las”, explica Artur.

O Instituto vai atuar prioritariamente em relação a multinacionais estrangeiras e brasileiras e projetos regionais bi ou multilaterais em curso em diferentes países.

Para a tarefa, o Instituto vai trabalhar afinado com o Instituto Observatório Social, com a subseção nacional do Dieese, com a Agência de Desenvolvimento Solidário e em conjunto com parceiros de longa data como centros de pesquisa e ensino acadêmicos, a exemplo do Cesit (Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho) do Instituto de Economia da Unicamp. Artur, que também é secretário de Finanças da Fundação Perseu Abramo e conselheiro do Instituto Lula, acredita na parceria com essas duas entidades.

Dirigente do Instituto, o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Felício, destacou que a luta que a Central vem travando nos espaços sindicais internacionais é para trazer o movimento como um todo para a esquerda, vencendo resistências onde houver. “Vivemos um novo momento na intervenção internacional de nossa central, em que após termos recebido tanta solidariedade, temos a oportunidade de retribuir o apoio e a confiança depositados, em parcerias com entidades de todos os continentes”.

Também presente ao lançamento, realizado durante reunião da Executiva Nacional da Central, em São Paulo, o secretário geral da CSA (Confederação Sindical das Américas), Victor Baez, afirmou que a CUT jê é um centro irradiador de uma política avançada, contemporânea, e que por isso pode contribuir muito com o aprimoramento da atuação sindical internacional. Baez também destacou que o processo político e econômico vivido pelo Brasil nos últimos 10 anos é uma referência para o mundo neste momento de crise econômica, e essa experiência deve ser partilhada.

Foto de Daniele Martins - Observatório SocialFoto de Daniele Martins - Observatório SocialRafael Freire, secretário da CSA para Política Econômica e Desenvolvimento Sustentável, disse que a cooperação sindical deve ir além do mero “patrocínio de seminários”. “Na CSA temos procurado construir política, programas efetivos”, afirmou, destacando que a Instituto de Cooperação da CUT irá pelo mesmo caminho.

Artur Henrique afirmou que o trabalho do Instituto vai envolver a participação de todas as secretarias nacionais da CUT, das estaduais da Central e das confederações e federações de todos os ramos, dentro da lógica de construir políticas por macrossetores, estratégia definida pela Central para os próximos anos.

Além de Artur Henrique e João Felício, a direção do Instituto de Cooperação da CUT tem a seguinte composição: Maria de Godoy Faria, Vagner Freitas, Rosane Silva, Quintino Severo, Jandira Alves, e pelos conselheiros fiscais Antonio Lisboa, Junéia Batista,Rosane Bertotti, Daniel Gaio, Graça Costa e Carmen Helena Foro.

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